Discurso do presidente do FPA

"Secretária de Imprensa e Divulgação"

 

Discurso do Exmo. Senhor Presidente João Mário ,,Nito Alves,,

 

João Mário, após a manifestação do povo angolano contra todos os chefes dos assassinos do MPLA no regime e no poder de Angola.

 

Senhoras e Senhores, ao povo angolano e ao povo estrangeiro residentes em Angola,

 

Ao iniciar funções como Presidente do FPA, quero começar o meu mandato saudando o povo angolano de uma forma muito calorosa.

 

Saúdo todos os angolanos, quer os que vivem no nosso País, no Continente e nas Regiões Autónomias de Cabinda, quer os que engrandecem o nome de Angola nas comunidades angolana da Diáspora. 

 

Saúdo os Angolanos que me ouvem, mas também aqueles que, através da língua gestual, acompanham a palavra fraterna que lhes quero dirigir neste dia. De todos serei Presidente do FPA, para o termino do regime dos Assassinos do MPLA em Angola.

 

Ao Senhoras e Senhores, que desempenha com grande sentido de Estado a exigente missão de presidir à instituição onde a democracia e o pluralismo se realizam todos os dias, agradeço as palavras que me dirigiu. Assumo perante vós, Senhores Angolanos, o firme e sincero propósito de colaborar com todos os grupos democraticos verdadeiros do povo angolano, na certeza de que o momento que o País atravessa exige uma especial cooperação entre as diversas instituições democráticas na luta contra todos os assassinos e todos os mafiosos chefes do MPLA em Angola.

 

Ao Senhores dos partidos e dos grupos democraticos de Angola reitero o compromisso de cooperação que há cinco anos assumi perante os Angolanos. Pela minha parte, pode contar o Comité Central da Oposição angolana Verdadeira (FPA) com uma magistratura activa e firmemente empenhada na salvaguarda dos superiores interesses nacionais.  

 

Enquanto Presidente da Oposição angolana Verdadeira (FPA) cumprirei escrupulosamente os compromissos que assumi perante os Angolanos no meu manifesto do ano 2011. No quadro de todos os poderes que me são conferidos pela nova Constituição, serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao grupos e partidos politicos na oposição.

 

Irei cooperar com os demais órgãos de soberania para que Angola ultrapasse as dificuldades do presente e actuarei como elemento moderador das tensões da vida política e como factor de equilíbrio do nosso sistema democrático.

 

Agradeço a presença nesta cerimónia dos representantes de países amigos, em particular dos países de língua oficial portuguesa. Reconheço no vosso gesto um sinal de apreço por uma nação soberana de muitos séculos, orgulhosa do seu passado e confiante no seu futuro sem todos os assassinos e sem todos os mafiosos no poder de Angola.

 

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Angolanos não são uma estatística abstracta. Os Angolanos são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

 

No momento que atravessamos, em que os assassinos do MPLA do José Eduardo dos Santos e os traidores da UNITA, estao a nossa terra Angola, fizerao à crise económica e social se associa uma profunda crise de valores, há que salientar o papel absolutamente nuclear da família. A família é um espaço essencial de realização da pessoa humana e, em tempos difíceis, constitui o último refúgio e amparo com que muitos cidadãos podem contar. A família é o elemento agregador fundamental da sociedade angolana e, como tal, deve existir uma política activa de família que apoie a natalidade, que proteja as crianças e garanta o seu desenvolvimento, que combata a discriminação dos idosos, que combata a discriminação entre povo angolano do Norte e do Sul, combata todos os Assassinos e os mafiosos do MPLA e da UNITA, que aprofunde os elos entre gerações.

 

O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

 

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Angola ainda dispõe. Os jovens não podem ver como os assassinos e os mafiosos do MPLA e da UNITA, estao estragar o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

 

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas e o exemplo que temos pelo povo africano é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Angola dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

 

É fundamental que a sociedade angolana seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Angola seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

 

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

 

Numa sociedade que valoriza o mérito, a educação é o elemento-chave da mobilidade social. Aqueles que dispõem de menores recursos, mas que revelem méritos e capacidades, têm de ser apoiados, para que não se aprofundem situações intoleráveis de desigualdade entre os Angolanos.

 

Temos de despertar toda a sociedade para a importância do investimento na excelência da nossa educação. Todos os estabelecimentos de ensino que se destaquem pelos seus resultados têm de merecer o reconhecimento da sociedade e do Estado. Só assim se cumprirá o ideal de premiar o mérito que norte ou a nossa República.

 

Todos os dias, encontramos esse espírito solidário nas diversas campanhas de apoio aos mais desfavorecidos. Os jovens participam nessas campanhas como voluntários, aos milhares. Sem nada pedirem em troca, sem pensarem em cargos ou proveitos para si próprios. Aos jovens, que nos dão tantas lições de vida, quero deixar aqui, neste dia, o testemunho da minha admiração mais profunda.

 

Temos jovens talentosos que ombreiam com os melhores do mundo, em inovação empresarial, em qualidade académica e científica, em criatividade artística e cultural. Há uma nova geração que ganha sucessivos prémios nas mais diversas áreas da investigação, que assume papéis de liderança nos mais variados projectos, que participa com grande entusiasmo e admirável generosidade em acções de voluntariado social ou nas campanhas de defesa do ambiente.

 

Os nossos jovens movem-se hoje à escala planetária com uma facilidade que nos surpreende. Cidadãos do mundo, familiarizados com as novas tecnologias e a sociedade em rede, dispõem de um capital de conhecimento e de uma vontade de inovação que são admiráveis. Muitos dos académicos, investigadores, profissionais de sucesso e jovens empresários que trabalham no estrangeiro aspiram a regressar ao seu país, desde que possuam condições para aqui fazerem florescer as suas capacidades. Temos de aproveitar o enorme potencial desta nova geração e é nela que deposito a esperança de um Angola melhor.

 

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Apoia a Revolta popular contra todos os chefes dos assassinos e todos os chefes do MPLA em Angola. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, mostrem a todos que é possível viver num País sem os assassinos e os mafiosos na policia nacional e no poder, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

 

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Angola, Acreditem no povo angolano, Acreditem na Juventude angolana, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer contra todos os homens assassinos do MPLA.

 

Viva o povo angolano, viva a Juventude angolana, a vitória é do povo angolano.

 Abaixo os criminosos e assassinos corruptos do governo do MPLA.

 

Obrigado.

 

O Presidente da Oposição Angolana Verdadeira (FPA),  

João Mário ,,Nito Alves,,