Pobreza pode serentendida em vários sentidos, principalmente.  

Carência material; tipicamente envolvendo as necessidades da vidaquotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados desaúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens eserviços essenciais.

 

Falta de recursos económicos; nomeadamente a carência de rendimento ou riqueza (não necessariamente apenas emtermos monetários). As medições do nível económico são baseadas em níveis desuficiência de recursos ou em "rendimento relativo"; Carência Social;como a exclusão social, a dependência e a incapacidade departicipar na sociedade. Isto inclui a educação e a informação; Carência energética para mudar oque não pode ser mudado. Falta de auto-estima, baixa espiritualidade.

 

O Banco Mundial define a pobreza extrema como: viver com menos de 1 dólar por dia (PPP) e pobreza moderada como viver com entre 1 e 2dólares por dia. Estima-se que 1 bilião e 100 milhões de pessoas a nívelmundial tenham níveis de consumo inferiores a 1 dólar por dia e que 2 biliões e700 milhões tenham um nível inferior a 2 dólares.

 

Outrosindicadores relativos à pobreza estão também ligados à esperançade vida, o nível deliteracia, e sobretudo das mulheres.

 

Factores causadores da pobreza: Corrupção, inexistência ou mau funcionamentode um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades; Factoreseconómicos: sistema fiscal inadequado, representando um peso excessivosobre a economia ou sendo socialmente injusto; a própria pobreza, que prejudicao investimento e o desenvolvimento, economia dependente de um únicoproduto; Factores sócio-culturais: reduzida instrução, discriminação social relativamente ao género ou à raça,valores predominantes na sociedade, exclusãosocial,crescimento muito rápido da população; Factores naturais: desastresnaturais, climas ou relevos extremos, doenças; Problemas deSaúde: drogas ou alcoolismo, doençasmentais, SIDA e a malária, deficiências físicas; Factoreshistóricos: colonialismo, passado de autoritarismo político.

Consequências da Pobreza

Fome, Baixa esperança de vida, Doenças, Falta deoportunidades de emprego, Carência de água potável e de saneamento, Maioresriscos de instabilidade política e violência, Emigração,Existênciade discriminação social contra grupos vulneráveis, Existência de pessoas sem-abrigo, Depressão.

ENTRE NÓS ANGOLA

Lá se foram seis anos de paz. Os economistas apregoam progressos económicos derivados do controle da taxa de inflação, numaaltura em que os cofres do Estado são gracejados pela alta do preço do petróleono mercado internacional.  

 

Mas, Angola apesar de vender muito petróleo e abom preço, também compra ainda muito bens e muito caro, fruto do reflexo damesma carestia do ouro negro no mercado internacional.

 

Cá dentro, as estatísticas da ONU dizem quecerca de 70% dos 15 milhões de angolanos vive abaixo da linha da pobreza(misérias) enquanto o fosso entre os que muito têm e os que nada têm aumenta aolhos vistos. Basta olhar para ostentação de riqueza de uns e a “ostentação”de miséria da maioria. Os entendidos atribuem a causa à má distribuição deriqueza.

 

Mas não é só. Muitos campos deixaram deproduzir e aqueles que retomaram não têm como maquino-facturar os produtos docampo ou levá-los aos principais centros de consumo. Basta olhar para aquantidade de citrinos que se estragam no Zaire e Uige, as maças e peras que seestragam na Huila e Bié, o tomate que no Bom Jesus se joga ao rio para engordaros cacussos e aos ananases que deixaram de abastecer as fábricas de licores doDondo, Catumbela ntre outras. A produção dos “teimosos”camponeses tem comodestino o lixo.

 

O Petróleo é a fonte primeira das receitas doEstado, com cerca de 80% do PIB, enquanto que os diamantes contribuem com 1/10do Produto Interno Bruto, receitas que as autoridades dizem investir nareconstrução do país, juntamente com o “dinheiro da China”.

 

Que há obra, isso há. Mas que há aindafalcatruas na distribuição do rendimento, desafio quem tenha a coragem de mejogar a primeira pedra.

É. Eles é que entendem de macro emicro-economia. Eles é que têm as réguas e esquadros para fazer as medições nopapel. Mas em casa, quem tem a "candimba" para medir o arroz somosnós, o povo. E a maioria ainda não tem arroz para os trinta dias de um mês. E écurioso que até os sindicatos de tanto pedirem e nunca receberem leite, esteano decidiram pedir pão e chá. Quem não ouviu as declarações no 1º de Maio?

 

Olhando para a capital, Luanda, encontramos umacidade com mais de 4 ou 5 milhões de habitantes, número desproporcional, tendoem conta o efectivo demográfico do país que aponta para 14a 15 milhões de habitantes. Luanda, por si só, detém maisde um terço da população angolana. Em Luanda o governo aloca grande parte dosrecursos tentando dar um mínimo de dignidade de vida a uma cidade que cresceu ecresce de forma desordeira com um deficit entre a demanda da procura e a ofertade serviços sociais básicos.  

 

Quantoao “resto do país” (o interior), este continua a espera de bons tempos. Osteóricos dizem que Luanda é espelho de Angola e por isso deve estar à altura deuma cidade capital, esquecendo-se que enquanto mais se investir nela emdesfavor das demais regiões e províncias, mais se proporcionará o êxodo dointerior para a capital.